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UNIVERSIDADES EUROPEIAS

As Universidades Europeias são alianças transnacionais entre instituições de ensino superior que têm a ambição de vir a ser as universidades do futuro ao promovem os valores europeus e ao aumentarem a qualidade e competitividade do ensino superior europeu, contribuindo também para a resiliência e recuperação europeias.

Para apoiar este processo, a Comissão Europeia, no âmbito do programa Erasmus+, lançou já três convites à apresentação de candidaturas para financiamento dos projetos desenvolvidos no seio das alianças, estando o terceiro desses convites atualmente aberto.

Estas alianças devem:

  • incluir parceiros de todos os tipos de instituições de ensino superior e abranger uma vasta área geográfica em toda a Europa;

  • assentar numa estratégia comum de longo prazo, que visa a sustentabilidade, a excelência e os valores europeus;

  • oferecer programas curriculares conjuntos, centrados nos estudantes e ministrados em campus interuniversitários, que permitirão a um corpo estudantil diversificado criar os seus próprios programas e ter uma experiência de mobilidade em qualquer nível de estudo;

  • adotar uma abordagem baseada em desafios que seja propícia à cooperação entre estudantes, pessoal académico e parceiros externos no âmbito de equipas pluridisciplinares, com vista a responder às grandes questões que a Europa enfrenta atualmente.

CONVITE 2022 ERASMUS+

Está a decorrer o convite à apresentação de candidaturas à Iniciativa Universidades Europeias (Call 2022) que disponibiliza um orçamento de 272 milhões de euros.

Este convite está estruturado com base em dois tópicos:

Tópico 1 - Intensificar as alianças de cooperação transnacional existentes

Este tópico surge com o intuito de apoiar as alianças de cooperação já existentes, apoiando os projetos que revelem profunda cooperação interinstitucional, incluindo, mas não limitado, as alianças de Universidades Europeias selecionadas na call de 2019.

O objetivo é que a partir da cooperação já existente sejam aprofundadas, intensificadas e expandidas as relações interinstitucionais, por forma a cimentar a visão de longo prazo das Universidades Europeias    

Tópico 2 - Desenvolvimento de novas alianças de cooperação transnacional

Este tópico tem como objetivo apoiar as instituições de ensino superior que pretendam criar novas alianças de cooperação no âmbito das Universidades Europeias.

O prazo para a apresentação de candidaturas é 22 de março de 2022.

As candidaturas podem ser apresentadas aqui.

ALIANÇAS EXISTENTES

Após dois convites à apresentação de candidaturas, em 2019 e 2020, constituíram-se 41 Universidades Europeias.

No primeiro convite, de 2019, foram financiadas 17 alianças, envolvendo 115 instituições de ensino superior de 24 Estados-Membros, entre as quais 3 portuguesas.

Lista completa de Universidades Europeias aprovadas em 2019

 

Do convite de 2020, nasceram 24 novas alianças que congregam 165 instituições de ensino superior oriundas de 26 Estados-Membros.

Destas 24 alianças, 7 contam com a participação de instituições portuguesas que assumem papel de coordenadores em 3 das Universidades Europeias.

Lista completa de Universidades Europeias aprovadas em 2020

UNIVERSIDADES EUROPEIAS COM PARTICIPAÇÃO NACIONAL

Vídeo de Apresentação

Universidades Europeias coordenadas por IES Nacionais

Universidades Europeias em que são parceiras IES Nacionais

Eventos

COIMBRA | 20 DE JANEIRO

Ação de Divulgação: Universidades Europeias – Partilha de Boas Práticas de Candidatura

Assista à versão integral do evento

DESENVOLVIMENTO

A Comissão europeia disponibilizou recentemente 3 novos documentos que pretendem reforçar a estratégia europeia sobre o tema das Universidades Europeias:

  • Proposal for Council Recommendation on building bridges for effective European Higher Education Cooperation; Consulte
     

  • Communication from the Commission to the European Parliament, the Council, the European Economic and Social Committee and the Committee of the Regions on a European Strategy for Universities; Consulte
     

  • Commission Staff Working Document (acompanha os documentos anteriores). Consulte

 

 

 

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, enviou uma comunicação a todas as IES nacionais salientando:

  1. Necessidade de debater o tema com as IES na Europa e da elaboração imediata de um “Roadmap”, com metas de curto-prazo (5 anos) e médio-prazo (10 anos), preservando e valorizando a autonomia institucional e a autonomia dos sistemas nacionais de Ensino Superior, assim como definindo os termos para o financiamento adequado das “Universidades Europeias”:

    • Urgente: considerar o apoio e a valorização específica de “jovens investigadores/docentes” no âmbito das “Universidades Europeias”, incluindo a realização de uma conferencia a nível Europeu para debater o impacto da COVID-19 em “jovens investigadores/docentes”.​

    • Curto prazo, até 2026: garantir alguns casos de estudo e projetos piloto de “Universidades Europeias”, necessariamente diversificados a nível institucional e regional, que poderiam ser utilizados como exemplos e “casos de estudo” para estimular e mobilizar a iniciativa em toda a Europa e de forma inclusiva;

    • Médio prazo, 2030: tentar que todas as “Universidades Europeias” a serem aprovadas pela CE possam vir a adotar e valorizar as medidas a tomar no contexto Europeu, com o financiamento adequado.
       

  2. Ao nível do Conteúdo a adotar na Recomendação em discussão sobre as redes de “Universidades Europeias":
     

    • Dar ênfase ao desenvolvimento potencial de um NOVO estatuto legal para as “Universidades Europeias”, sobretudo com base na experiência europeia das instituições intergovernamentais, como o CERN; EMBL; ou o INL;
      Em particular a experiência do INL pode ser muito útil na preparação de uma estatuto legal novo para as “Universidades Europeias”, incluindo regimes próprios de contratação e fiscal, assim como de aquisições. Terá necessariamente de ser aprovado ao nível dos parlamentos de todos os Estados Membros participantes em cada rede de .

    • Dar ênfase a estratégias baseadas em processos “student-centered, research- and innovation-driven approaches”, com crescente integração das atividade de I&D e inovação no ensino superior, envolvendo estudantes e docentes/Investigadores com atores externos, a administração publica e empresas, assim como valorizando a relação com projetos e iniciativas apoiadas pelo Programa Horizonte Europa e garantindo uma estratégia inclusiva e integradora de instituições distintas, preservando a diversidade e autonomia institucional.
       

  3. Ao nível do Processo a adotar na Recomendação em discussão sobre as redes de “Universidades Europeias”:

    • O Processo deve ser Gradual, preservando e valorizando a autonomia e diversidade institucional e dos sistemas nacionais de Ensino Superior;

    • A definição da oferta de Graus versus diplomas a nível europeu requer acordos intergovernamentais entre agências nacionais de acreditação e avaliação.

    • A necessidade de garantir estímulos para o desenvolvimento e uso massificado de “EU Student Card” e do “EU Researcher Card”, agora propostos pela Comissão.

 

Nesta comunicação, foram solicitadas contribuições para a elaboração de um relatório que será tido em consideração na apresentação da posição portuguesa no âmbito da discussão da proposta de Recomendações do Conselho acima referida.

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